O seu CAPTCHA já está no teto. Endurecê-lo não compra nada.
Toda a indústria mede a percentagem de bots bloqueados. Essa percentagem não diz se vale a pena atacá-lo — diz apenas quanto esforço custou a quem se defende. A pergunta que decide é outra: quantos dólares custa, ao atacante, cada ação que ele consegue passar?
E há uma razão estrutural, demonstrável em duas linhas, pela qual essa conta quase nunca melhora com um puzzle mais difícil.
Mede-se uma resolução. Mas o atacante não compra uma resolução: compra tudo o que ela autoriza. Se o token que o seu site valida dá origem a uma credencial ao portador válida durante horas, cada resolução comprada paga milhares de ações — e o custo por ação desmorona por um caminho onde nenhum desafio, por mais difícil, tem qualquer palavra a dizer.
Este instrumento põe as duas alavancas lado a lado, em ordens de grandeza, e diz qual delas ainda tem folga no seu caso. Nada do que escrever abaixo sai do seu browser — a lei corre localmente, e não há para onde enviar o que escrever: esta página não contacta servidor nenhum, nem o nosso.
Descreva o artefacto que o seu site emite
Não é preciso dado nenhum, nem credenciais, nem tráfego: só o que a sua equipa já sabe de cor sobre o token ou cookie que o site passa a aceitar depois de o desafio ser resolvido. É quase sempre no segundo artefacto — o que o seu servidor emite — que está o dinheiro, e não no token do fornecedor.
Sublinhe-se verifica: um campo que viaja dentro do artefacto mas que o servidor nunca compara não liga nada. É o erro mais comum, e é o que faz um número bonito valer zero.
Em segundos. A validade é o manípulo que toda a gente puxa primeiro — e é o que está mais perto de esgotado.
Ações por segundo aceites do mesmo token/cookie. Em branco = sem limite, que é o que quase toda a gente tem.
O preço de revenda de uma conta criada, a margem de um bilhete, o valor de um voto, o lucro de um cartão testado. É o denominador do M, e é o único número que só o senhor sabe — por isso este instrumento recusa-se a inventar um.
Define o preço a que o resultado dele se revende no mercado — que é o teto de que fala a lei. Cotação de ordem de grandeza, datada , discutível e substituível.
O preço acima é uma ordem de grandeza nossa: datada, sem fonte verificada nesta medição, e por isso a leitura vem com ressalva. Se tiver um preço que possa citar, ponha-o aqui com a data e com a proveniência — a ressalva desaparece e a conta passa a correr sobre um número seu. Preço sem data, ou sem dizer de onde veio, é recusado em vez de ser aceite em silêncio: é a mesma regra que o motor aplica desde que passou a exigir procedência às cotações.
Em USD por resolução — o V* do seu mecanismo. Em branco, assume-se que o atacante compra ao preço de mercado em vez de construir, que é o caso de quem usa um fornecedor. Preencher isto com um valor abaixo do preço de mercado é declarar que o seu desafio ainda tem folga para endurecer — e a lei vai dizer exatamente quanta.
O que a lei diz sobre a sua política
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Onde é que ainda há folga
Há exatamente dois sítios onde se pode ganhar margem. Um deles tem teto de mercado e o outro não. Este é o gráfico que a indústria nunca desenha.
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O que a política custa a quem é legítimo
Uma recomendação de segurança que não traz o preço em utilizadores partidos não é uma recomendação, é uma opinião. Aqui está o preço.
| Origem do atrito | Sessões partidas | USD/sessão |
|---|---|---|
| As ligações que escolheu | — | — |
| A validade (quem é mais lento do que ela) | — | — |
As frações somam-se em vez de se combinarem por probabilidade, porque cada ligação parte um conjunto diferente de pessoas — quem muda de IP no metro não é quem tem a impressão digital instável por ter atualizado o browser. Somar sobrestima ligeiramente, que é o lado seguro de errar quando se recomenda a alguém que aperte o sistema.
As ressalvas, à frente e não no rodapé
- Isto não mediu o seu site. Avaliou uma lei sobre uma política que o senhor declarou. Se a declaração estiver errada, o número está errado — e nenhum instrumento o pode saber a partir daqui. teorema
- τ é um limite superior, não uma estimativa. Para o artefacto passar fora das condições que o emitiram, o atacante tem de vencer todas as ligações ao mesmo tempo. Essa interseção não se calcula sem saber como os eventos se relacionam, e este instrumento escolhe não adivinhar: usa o limite de Fréchet–Hoeffding, P(A₁∩…∩Aₙ) ≤ min P(Aᵢ), que vale para qualquer dependência. Consequência: o M efetivo que lê é um limite inferior da sua margem. Quando há dúvida, o número impresso é o que favorece o atacante.
- Os preços de mercado são assumidos e datados (), não medidos no seu caso — e esta, hoje, não sustenta um teto. A regra é a do motor: uma cotação sem fonte registada, ou com mais de meses, não é verificável, e a leitura di-lo em cima em vez de o calar. O campo 5b aceita a sua, com data e proveniência. assumido
- O atrito das ligações e da validade é modelado, não observado no seu tráfego. A curva de tempos humanos é log-normal com mediana 20 s — que é literatura, não medição sua. assumido
- Isto corre no seu browser. A página busca o seu próprio código (base.css, lei.js, pagina.js) ao abrir, antes de o senhor escrever o que for, e depois disso não faz mais nenhum pedido — nem a nós, nem a terceiros. O estado vive no fragmento do endereço, que por definição nunca viaja num pedido HTTP. Verifica-se com o separador Rede do browser.
Este instrumento dá-lhe o Λ e o teto. O que ele não lhe dá é o V* real do seu mecanismo — quanto custa, hoje, a via de ataque mais barata contra si — nem o atrito medido no seu tráfego em vez de assumido. Isso é uma auditoria, e é o que o Intruso faz. A escala está publicada, e o método também: quintas@intruso.org.
A conta que corre aqui é a mesma que corre no motor
Esta página é uma segunda implementação da lei: a primeira vive no motor de auditoria, em Python. Duas implementações da mesma grandeza divergem sempre — e divergem em silêncio, que é a pior maneira de partir um instrumento.
Por isso o motor gera 260 casos de conformidade, que incluem os 64 subconjuntos possíveis de ligações e os dois ramos do teorema, e um teste compara o JavaScript desta página contra eles em 6760 verificações. O maior desvio permitido é o erro de representação em vírgula flutuante (4×10⁻¹⁶), não uma margem de conforto. Se a página se afastasse do motor, o teste falhava antes de a página ser publicada.
E porque uma afirmação de conformidade que ninguém pode re-executar é só uma afirmação, os ficheiros estão publicados. São estes, e não é preciso pedir licença a ninguém:
/vetores_lei.json — os 260 casos, gerados pelo motor
/teste_lei.mjs — o teste que compara um com o outro
/recusa.mjs — a guarda que confere que as recusas do teste medem algo
$ node teste_lei.mjs
E a cotação de mercado, que é o numerador do teto e portanto o número que decide para que lado é que a leitura erra, tem um arnês só para ela: prende à regra do motor a validade de seis meses, a fonte obrigatória e a recusa de entradas sem procedência. São mais dois ficheiros, e correm da mesma maneira:
/vetores_cotacao.json — os casos da regra da cotação
/teste_cotacao.mjs — 6744 verificações contra o motor
$ node teste_cotacao.mjs
Nem tudo o que se mede é publicável — um corpus de CAPTCHAs resolvidos é o material mais sensível que esta ferramenta chega a tocar, e não sai de máquina nenhuma. Mas tudo o que se publica tem de ser verificável. É a mesma regra da Escala Intruso.